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Ei artista, você também pode ser empreendedor!

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"Músico, Eu sou músico. EU SOU MÚSICO!"

- Ah, que lindo. E qual é o seu trabalho?

 

Quem nunca ouviu isso antes, não é mesmo?

 

A lógica é simples, quando algo, seja o que for, passa a ter valor para a sociedade, ela cai na mão do mercado, que a organiza com base em dois critérios:

 

  1. Seu valor de utilidade para as pessoas;
  2. Seu valor de troca. Ou seja, quantos de "alguma coisa" vale "algo".

 

Simples assim. Acontece que, se tivesse que personificar o mercado, ele seria um cara cansado e pouco sentimental. Ele não gostaria de perder seu tempo tão valioso com coisas subjetivas e preferiria ir direto ao ponto: o "valor de troca".

 

Então vamos lá:

 

Qual é o seu valor de troca?

 

Quanto vale o seu show, sua aula ou sua composição? Quantos "algos" preciso para comprar isso? E mais importante: quantos "algos" vou economizar escolhendo o seu?

 

Que pergunta estranha para nós que dedicamos a vida às notas e aos sentimentos do ouvinte, né?

 

Vamos ainda mais fundo:

 

A origem desse tal "valor de troca" é a média do tempo e custo que as pessoas levam para criar o tal produto ou serviço.

 

Segue a lógica irreal de: "essa música me levou 42 horas para arranjar, meu valor x hora é de 50 reais então eu vou cobrar: 2 mil reais".

 

Digo "irreal", pois sabemos que não funciona assim e nunca seu cachê de 100 reais vai fazer referências às semanas ou anos de ensaios.

 

Qual é a primeira conclusão? Deu ruim!

 

Dedico-me a criar algo que não entra na lógica do consumo.

 

Mas, espera ai! Vamos voltar algumas linhas atrás e repensar o fato de que esse cara chato - sim, o mercado - só olha pro valor-de-troca.

 

Pense um pouco no seu modo de consumo. Sim, provavelmente como a maioria, você também escolhe seu prato olhando à coluna da direita do cardápio.

 

Mas agora pense nas ocasiões em que você nem queria saber o preço e estava totalmente seguro do que você queria. Uma roupa, uma comida, uma viagem, um disco, um show, um sorvete com um amigo… Ufa! O valor de uso ainda está vivo! Viva!

 

Chegamos ao ponto! É preciso parar de pensar sob a lógica da troca e focar em fortalecer a lógica do uso, e assim você estará de volta ao jogo!

 

Então aí vem a primeira e principal dica:

 

 

Qual é o seu propósito? Pare de ler por um minuto e pense.

 

  • Porque eu faço o que eu faço?
  • Qual é o objetivo que está por trás de todas essas horas de estudo e estrada?

 

Ter a clareza do seu "porquê", e entender como isso aparece em seu produto ou serviço, é a chave para se conectar com consumidores que compartilham seu propósito, através do valor de uso.

 

Leia novamente a última frase.

 

De novo.

 

Pessoas conectadas ao seu propósito, comprarão o "porquê" você faz aquilo e não o que você está vendendo propriamente dito.

 

Por exemplo: as pessoas compram a forma como um professor ensina música, ou seja,  com dedicação, baseado em anos de estudo, atualização constante, na sua experiência, na energia que ele traz para cada aula, na sua metodologia, paciência e horários flexíveis...

 

Ninguém compra apenas uma "aula de violão". Comprar a aula, envolve a experiência contida nela.

 

Quando você terminar de ler esse texto, escreva em um papel o seu "porquê" e como isso se relaciona com o que você oferece ao mundo.

 

"Perca" tempo com isso, pois sabemos que o cenário não é nada favorável, e, provavelmente, será ainda mais difícil nos próximos tempos.

 

Este desafio é a nossa oportunidade, e demanda por mais conhecimento e preparo.

 

"If you have always done it that way, it is probably wrong."  (Charles Kettering)

 

Se você chegou até esse texto, parabéns! Continue sua jornada pelo conhecimento e experimente sem medo de errar. Inove.

Raul Rodrigues - Escola Pontuada

Empreendedor Sócio-Cultural

 

RGE Campinas
Postado por: RGE Campinas
Publicado em: 13/11/2017

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