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A inovação começa no questionamento

  Você já se perguntou, alguma vez, “Como seria se…”? Quando esse tipo de questionamento começa a ganhar espaço, de duas uma: ou enfrentamos o desconhecido, ou nos desvencilhamos da

Entrevista com o Empreendedor

 

Você já se perguntou, alguma vez, “Como seria se…”?

Quando esse tipo de questionamento começa a ganhar espaço, de duas uma: ou enfrentamos o desconhecido, ou nos desvencilhamos da dúvida para não pagar o preço de viver pensando que seria diferente se tivéssemos experimentado o novo, o diferente. Muitas vezes as frustrações do dia-a-dia no trabalho geram frestas, por onde o “como seria?…” acaba entrando e ganhando espaço.

 

Aqueles que, como eu, não conviveram com pessoas empreendedoras e nunca acompanharam uma jornada para estabelecer um negócio, também devem ter lutado para fechar essas frestas e se livrar logo desse pensamento de “abrir um negócio num país onde a taxa de mortalidade das microempresas nos primeiros dois anos é de, aproximadamente, 50% (Sobrevivência das Empresas no Brasil, SEBRAE, outubro/2016), com alta carga tributária, complexidade para entendimento da aplicação de impostos e muitos outros agravantes que desafiam o empreendedor

 

Loucura, loucura… mas, quem sabe, se eu fizer tudo direitinho, passo-a-passo, pé no chão”.

 

O fato é que não teve jeito! Nesta batalha entre permanecer na zona de conforto profissional e dar corpo ao desejo de transformar conhecimento em produtos e serviços, ganhou o desconhecido e então o caminho do empreendedorismo começou a ser trilhado.

 

Onde está minha lanterna?

 

“E agora, José?!” Dizia minha sócia. Por onde começar um negócio: nome da empresa, atividade, documentação...

Todos nós somos frutos da nossa história e, sendo nós pesquisadoras e professoras universitárias, começamos a nossa jornada de empreendedoras submetendo uma proposta de auxílio ao Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE, que apoia a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em micro, pequenas e médias empresas no Estado de São Paulo.

Na avaliação desses projetos o que pesa mesmo é a “boa ideia”, fundamentada na experiência e convicção de quem propõe, da equipe e local de execução, não sendo necessário nenhum título acadêmico (mestrado, doutorado, etc).

O resultado positivo reforçou a nossa convicção na linha de atuação escolhida para a empresa e viabilizou financeiramente os nossos primeiros passos. A exigência de documentos também nos direcionou, e enfim encontramos a luz nessa travessia do empreendedorismo!

Na incubadora de Campinas estavam o local e o ambiente adequados para o desenvolvimento do projeto. Então, mãos à obra! Transformar o sonho em realidade exige muito trabalho e dedicação.

 

De frente para o gol!

 

Agora vai, vamos fechar nossa primeira grande venda!

Já comprovamos que o produto funciona, já aprendemos a produzir em maior escala, conhecemos empresas que se beneficiarão do diferencial introduzido pelo produto. Estamos na frente do gol, não há como errar!

Talvez no futebol essa situação seja a de enorme probabilidade de gol, mas na área de química não é bem assim que funciona.

 

"Inovar: introduzir novidade em; fazer algo como não era feito antes”.

 

Atualmente fala-se muito em inovação, mas na prática, inovar exige vontade e coragem para mudar, fazer diferente. Esta não é uma realidade em muitas empresas, principalmente, considerando uma inovação vinda de uma micro empresa, sem histórico e nome conhecido no mercado.

Mais um desafio gigante pela frente, e lá vamos nós!

Adotamos como estratégia o desenvolvimento colaborativo que consiste, no nosso caso, em obter parcerias com empresas que queiram desenvolver produtos diferenciados, com maior valor agregado. Assim, unindo competências diferentes, podemos potencializar nossas chances de sucesso.

Buscamos também nos capacitar para entender melhor o nosso negócio, as “dores" dos potenciais clientes, o que os produtos entregam verdadeiramente e, enfim, refizemos a proposta de valor da empresa.

Neste sentido, destacamos a importante experiência de participar do Programa Inovativa Brasil, um programa de aceleração de start ups que oferece mentoria com profissionais muito qualificados na área de negócios e inovação.

O “golaço" que esperávamos não aconteceu na época, criou oportunidades importantes de amadurecimento do nosso negócio. As vendas iniciaram e hoje aumentam um passo de cada vez…

 

Silmara Neves - IQX Inove Qualyx

Empreendedora do Conhecimento

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