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Empreendedora e idealista: quando impactar pessoas é uma das metas do negócio

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Desde pequena eu pensava em ideias e soluções para os maiores problemas da humanidade. Na minha infantilidade, tudo parecia simples e fácil de resolver. Com o passar do tempo e com o acúmulo das experiências profissionais fui percebendo que tudo vem com muito esforço e dedicação. Mesmo mudando de área algumas vezes, a minha vontade de ter uma empresa de sucesso, com fins lucrativos mas com produtos de extrema relevância para a sociedade nunca deixou de existir. Não consigo ter uma visão de um mundo que me serve, como um playground dos meus desejos: pelo contrário, me vejo responsável pelo nosso futuro. E para isso, ter um negócio de sucesso com um produto relevante é a única atividade que irá me satisfazer.

 

Comecei a minha carreira profissional na Elektro, na área de Treinamento. Aprendi muito com a empresa, principalmente com os grandes líderes que me ajudaram a crescer, como o meu diretor na época, Márcio Fernandes. Após 3 anos de empresa resolvi pedir demissão para me aventurar num desejo pessoal. Já havia morado nos EUA em 2003 e, em 2010 resolvi me mudar para Paris. Um ano depois voltei para o Brasil e ingressei na empresa da qual meu pai era um dos donos. Ali, naquele momento, o meu lado empreendedor era o único que falava mais alto. Por mais que o negócio me encantasse, eu sabia que aquilo não seria para sempre.

 

Em 2013 montei a EXPO ENSINO, um evento que cresceu 600% desde então e que ajuda famílias e jovens a decidirem seu futuro educacional. Nesses 5 anos de eventos recebemos feedback de escolas, pais, universidades e alunos sobre o quanto temos auxiliado nesse processo tão difícil de escolha. Mas não paramos por aí!

 

No ano passado, fechamos a representação oficial do psicólogo comportamental Dan Ariely no Brasil. Com centenas de pesquisa sobre saúde, relação com o dinheiro, ética e honestidade, Dan tem mudado a vida das pessoas ao redor do mundo. E trazer os conteúdos dele para o Brasil, dentro de escolas, universidades, empresas e setor público é empoderar as pessoas das suas decisões.

 

Eu acho que mais do que aquilo que escolhemos fazer, o empreendedor idealista fica atento a como fazer, com quem e para quem trabalhar. O idealismo está na comunicação, na relação com o cliente e na transparência com todos os stakeholders. Está naquele momento decisório entre lucro a qualquer custo e sustentabilidade do seu produto, serviço considerando um maior respeito aos envolvidos.

 

Por isso que posso dizer que ser empreendedor idealista não foi uma opção. A vontade de ver um impacto positivo na sociedade com os produtos e serviços é quase que uma necessidade, e ir contra os meus valores algo impensável.

 

Thais Gargantini - Empreendedora Idealista

RGE Campinas
Postado por: RGE Campinas
Publicado em: 28/03/2018

A Rede Global do Empreendedorismo acredita que o Brasil pode se transformar em uma referência mundial no tema de desenvolvimento do ecossistema empreendedor. Mas, apesar de ¾ da população afirmarem que prefeririam abrir seu próprio negócio, o empreendedorismo ainda é visto como coisa de super-herói no Brasil.

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