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Mas onde está o problema? A importância da assertividade na hora de empreender.

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Empreender na área da saúde não é uma coisa fácil, afinal, estamos lidando com vidas e isso engloba um universo individual e delicado de cada paciente, e para entrar nesse universo é preciso carinho, cuidado e respeito.

 

Diante disso, como inovar na área da saúde?

 

Quando optei por ser fonoaudióloga, queria fazer algo grande, algo que pudesse realmente interferir positivamente na vida das pessoas. Um dos temas que mais me agradava e que eu via maior sofrimento na minha rotina do consultório era o trabalho com a amamentação.

 

A campanha de amamentação é uma das maiores campanhas mundiais. O movimento de incentivo à amamentação é muito grande e envolve diferentes áreas de profissionais da saúde, chegando a nível governamental.

 

É um movimento que vem sendo realizado há séculos, no entanto, ainda não atingiu as expetativas.

 

Apesar dos inúmeros benefícios nutricionais, emocionais, para o desenvolvimento e até financeiro da amamentação, um número significante de mães acaba desistindo de amamentar.

Observando essa realidade e diante de tanto resultado positivo nos atendimentos no consultório, quis entender e investir mais nesse problema.

 

Detectando o problema...

 

Muitas mães e bebês demoravam muito tempo até chegar ao meu consultório, pois eram encaminhadas para locais de referência antes. Conversando com essas mães, pude observar que havia uma falha muito grande na avaliação do bebê. A atenção estava toda voltada para a mãe e para a pega que o bebê faz no seio materno.

 

A dificuldade da amamentação não estava sendo vista. A amamentação não estava sendo efetiva, refletindo em baixo ganho de peso e, consequentemente, na necessidade de complemento pela mamadeira, dores nos seios e muito sofrimento.

 

Mas afinal, onde estava o problema?

 

O grande problema estava dentro da boca do bebê. As pessoas envolvidas em favorecer não estavam dando a devida atenção para o que ocorria dentro da boca. E de uma necessidade, nasceu a vontade de um grande projeto.

 

As pessoas precisavam entender o processo fisiológico da sucção para poder dar o devido valor a isso. Foi então que entrei de cabeça em um projeto enorme, que estava parado por falta de interesse de pesquisa no assunto.

 

E de uma parceria com o Projeto do Homem Virtual, da Universidade de São Paulo, que ilustra em realidade virtual 3D o funcionamento o corpo humano, nasceu o Bebê Virtual.

 

O Bebê Virtual é resultado de um estudo enorme que utilizou a mais moderna tecnologia para compreender o que o bebê faz para retirar o leite da mama, passando para um bebê em vídeo 3D ilustrando o que acontece. Resultando em um instrumento educacional muito didático, o processo fisiológico da sucção do bebê foi desvendado.

 

De uma deficiência no sucesso dos tratamentos surgiu um instrumento extremamente diferenciado e grandioso, que fez com que mães e profissionais entendessem realmente o processo de amamentação.

 

Para os profissionais, ficou mais fácil detectar o problema. Para as mães, melhorou o feedback para acompanhar a evolução desse processo.

 

Além de ser um instrumento que beneficia toda a sociedade, é um instrumento que envolve a compreensão da mãe no processo da amamentação, esclarece e tira o sentimento de culpa que elas carregam por não compreenderem o que acontece e poderem ajudar.

 

Os casos de sucesso no meu consultório passaram de 60% para 95% de sucesso, além de ter diminuído o tempo de tratamento.

 

E você? Trabalha na área da saúde e tem um problema que te incomoda? Já pensou em tentar resolve-lo de forma diferente?

 

Flávia Puccini - Instituto Bebê

Empreendedora do conhecimento

 

RGE Campinas
Postado por: RGE Campinas
Publicado em: 13/11/2017

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