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O que te incomoda no mundo?

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A resposta pode ser uma oportunidade de negócio.

Já dizia a ONU e a OMS (Organização Mundial da Saúde) que a doença do século é a depressão. Hoje, mais de 300 milhões de pessoas convivem com esta doença, afetando não só a saúde, como também a economia mundial.

 

Diversas são as razões ou os motivos que levam à depressão: a rapidez e acúmulo de informações, a pressão por padrões impostos pela sociedade, a comparação de vidas pelas mídias sociais, inúmeras atividades a fazer, insatisfação no ambiente de trabalho, falta de propósito, entre outros.

 

Mas o que tem sido cada vez mais frequente, principalmente em pessoas jovens, é a falta de propósito e a insatisfação com a escolha profissional.

 

Temos visto cada vez mais pessoas reclamando de suas escolhas de carreira por não sentirem que o que fazem é algo relevante para a sociedade. Este sentimento junto às mazelas ambientais e as dificuldades sociais que vemos todos os dias nos noticiários causa um desconforto em nós, uma sensação de que é preciso fazer algo.

 

Mas a insatisfação na carreira, os pensamentos embaralhados e os inúmeros problemas socioambientais que vemos no mundo, muitas vezes nos causam um bloqueio de ação. Não fica claro como podemos resolver tudo isso.

Como podemos satisfazer nossa escolha profissional e ainda ajudar o mundo a ser melhor?

 

A falta de clareza, insatisfação pessoal e as condições de vida neste mundo, também são causas de depressão.

 

Claro que falar é muito mais fácil do que agir. Mas posso dizer que usei desse transtorno de pensamentos e meu tratamento contra a depressão para clarear um pouco mais a minha mente, entender melhor o que me incomodava no mundo e quais desses problemas eu poderia ajudar a resolver com as minhas habilidades profissionais, que eu desenvolvi até o momento.

Todos têm um talento e podem direcionar da maneira que quiserem.

 

Se você está passando por essa fase ou tem esses mesmos sentimentos, sugiro fazer o seguinte exercício. Parece bobo, mas funciona.

Pegue um papel e anote tudo o que te incomoda no mundo, no seu país, na sua cidade ou no seu bairro. Sem filtros.

Pode ser a falta de educação das pessoas, a poluição, injustiça social... Enfim, não julgue seus pensamentos, apenas escreva.

Depois, agrupe as ideias em grandes temas e escolha quais você realmente faria de tudo para ajudar. Descubra sua causa.

 

Para facilitar: imagine que um bilionário te dará recursos infinitos para você fazer o que quiser. Você apenas precisa escolher um tema com o qual você realmente se importe.

 

A partir disso, anote tudo o que você precisa descobrir mais sobre esse assunto. Com certeza, você precisa estudar a fundo o problema que gostaria de resolver.

 

Por exemplo: quem já faz algo para isso? Quais são as soluções existentes? Qual é a realidade local? O que falta para tornar a solução mais eficiente? Quem são as pessoas envolvidas nisso? O que elas pensam? O que elas precisam?

 

Nesta etapa, é interessante não só ler sobre o assunto, como também visitar ou conversar com pessoas que possam saber a respeito.

Depois você terá um arsenal de respostas que podem te guiar a fazer um plano de ação.

 

De tudo o que você estudou, conversou e pesquisou o que seria viável fazer?

 

Quais são as habilidades profissionais que você desenvolveu até o momento e que poderiam ajudar neste problema? Quem são as pessoas do seu círculo de amizade ou networking que poderiam te ajudar nessa?

 

Com os problemas desenhados, pesquisa feita, as potenciais soluções na mesa e você conhecendo suas habilidades profissionais e sua influência na sociedade, com certeza será um bom início para clarear sua mente para um plano de satisfação pessoal e profissional.

Você começará a ver oportunidades de trabalhar com algo que você goste, que ajudará a solucionar o que te incomoda no mundo e que ainda seja relevante para a sociedade.

 

É fácil? Claro que não. Mas é um começo. Tanto para curar depressão como para empreender, o primeiro passo é a pessoa querer agir e de fato agir.

 

A satisfação de trabalhar com algo que eu goste e que ajude os outros, não tem preço. Hoje posso dizer que meu salário é “psicológico”, e neste conceito, ganho muito mais do que já ganhei em empregos anteriores, pois me sinto mais feliz e produtiva para o mundo.

 

Izadora Mattiello - Phomenta

Empreendedora Social

 

RGE Campinas
Postado por: RGE Campinas
Publicado em: 21/11/2017

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