Pular para o conteúdo

Segurança da Informação deve fazer parte da cultura organizacional para garantir bem-estar digital nas empresas

Aqui é o lugar > Blog > Conhecimento > Segurança da Informação deve fazer parte da cultura organizacional para garantir bem-estar digital nas empresas

 

Vivemos em uma era em que startups se tornaram gigantes da Tecnologia e quebraram paradigmas da cultura corporativa ao revolucionar organizações, fluxos, processos e hierarquias. Este novo cenário proporcionou a liberdade e a autonomia de cada colaborador para o aumento da criatividade e, por consequência, da produtividade.

 

Conceitos como o sentimento de dono (ownership), meritocracia e diferentes metodologias ágeis vêm ganhando cada vez mais espaço nas discussões de governança corporativa e nas estratégias dos departamentos de Recursos Humanos das empresas, determinados a melhorar o ambiente de trabalho e a qualidade de vida do funcionário, preocupações genuínas, por sinal. Entretanto, tão importante quanto o mindset criado para o espaço físico é o cuidado com o uso das ferramentas digitais por meio do estabelecimento de uma cultura também focada na Segurança da Informação.

 

Veja, as diferentes correntes não disputam o mesmo espaço. Na realidade, são complementares. A tecnologia atualmente faz parte do cotidiano e dos processos de todas as corporações, seja por sua atividade-fim, seja para aprimorar as operações internas. A adoção de ferramentas que chegam ao mercado a todo tempo envolvendo Computação na Nuvem, Big Data, Inteligência Artificial e outras facilidades exige a implementação de medidas que atendam aos padrões de segurança digital para a manipulação de dados e arquivos. Ao mesmo tempo, tudo pode ser colocado em risco por uma simples desatenção, desconhecimento ou mau uso por parte de seus colaboradores.

 

A necessidade da cultura organizacional focada na segurança da informação fica mais evidenciada após os prejuízos causados em todo o mundo durante o ano de 2017, com os ataques virtuais realizados por meio de malwares como WannaCry e Bad Rabbit, que se traduziram em gastos que podem ter alcançado US$ 500 bilhões, segundo estimativas.

 

Um dos indicativos de que a preocupação é latente é o lançamento recente do Centro Global de Cibersegurança pelo Fórum Econômico Mundial - organização sem fins lucrativos que reúne anualmente grandes players mundiais para discutir questões emergenciais para o planeta - com o objetivo de estabelecer uma plataforma global para governos, empresas, especialistas e agências reguladoras colaborarem em desafios desse setor. Já o Gartner, consultoria global com foco em tecnologia, também prevê que os investimentos das empresas cheguem aos US$ 96 bilhões em 2018, envolvendo a implementação de soluções de segurança, equipes dedicadas e contratações de Diretores Executivos de Segurança da Informação (CISOs, sigla em inglês). Mas todos esses esforços podem ser em vão se os próprios colaboradores não adotarem hábitos adequados ao utilizar a infraestrutura digital durante o trabalho.

 

O maior investimento hoje é educar os funcionários sobre as melhores práticas para a segurança cibernética. Todo colaborador deve ter intrínseco em sua mente que os hackers estão visando a empresa constantemente e, portanto, todo cuidado é pouco ao abrir mensagens suspeitas ou na hora de escolher senhas fortes e soluções para gerenciamento de senhas. Outras medidas básicas de segurança incluem a atualização de softwares e antivírus, backups periódicos dos dados e arquivos, especialmente em relação aos dados confidenciais seguros, que devem ficar guardados fora dos laptops e dispositivos móveis.

 

Educação e Cultura são dois dos principais pilares para uma sociedade desenvolvida. No âmbito corporativo não pode ser diferente. O incentivo é fundamental para a criação de uma consciência digital coletiva, que se traduzirá em absorção de ideias e realização de ações de forma natural, garantindo o bem-estar tecnológico da instituição.

 

Bruno Prado - UPX Technologies

RGE Campinas
Postado por: RGE Campinas
Publicado em: 18/04/2018

A Rede Global do Empreendedorismo acredita que o Brasil pode se transformar em uma referência mundial no tema de desenvolvimento do ecossistema empreendedor. Mas, apesar de ¾ da população afirmarem que prefeririam abrir seu próprio negócio, o empreendedorismo ainda é visto como coisa de super-herói no Brasil.

Você também pode gostar destes artigos

22/11/2018

Andrius Henrique Sperque – Founding Team Member & Head of Technology na Youcanevent.com, empresa americana sediada na Califórnia. Youcanevent é um Marketplace Online no qual empresas podem realizar a contratação […]

22/08/2018

Se fôssemos apostar no lugar comum diríamos que grandes corporações veem startups como ameaça. Seguiríamos então afirmando que toda startup quer destruir os modelos de negócio de grandes corporações. Não se deixe guiar […]

25/07/2018

Parece que de uns anos para cá o mundo está girando mais rápido e, por consequência, o tempo também está passando de forma mais veloz. Essa sensação é resultado da […]