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Uma carreira de sucesso, empreendendo no setor automotivo

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Conheça a trajetória do fundador da Webmotors e da ZFlow, Sylvio Alves de Barros Netto

1. Como você começou a empreender?

 

Comecei a minha carreira como estagiário na GM do Brasil, em 1986, onde fiquei por alguns anos e passei pelas áreas de marketing, vendas e treinamentos. No entanto, quando o mercado de carros começou a abrir espaço para as mais de 40 marcas que conhecemos hoje e a internet começou a ganhar espaço, enxerguei uma grande oportunidade. Em 1995, fundei a Webmotors, conhecida como o primeiro catálogo automobilístico brasileiro. Depois disso, criei outras empresas até chegar à fundação da ZFlow, empresa dedicada a construir uma plataforma global para o varejo digital de veículos.

2. Houve um “momento de virada” na construção do seu negócio?

 

Vários, que ainda estão acontecendo. Durante todos os negócios que já tive, a decisão mais difícil foi a de fechá-los. Mas todos esses momentos me prepararam para o que eu estou vivendo agora. A maior característica do empreendedor é a resiliência, ou seja, a força de vontade que não nos deixa desistir mesmo diante das dificuldades. No entanto, a difícil decisão de fechar um negócio acontece quando se tem a certeza que tudo que era possível foi feito com a resiliência necessária e que também é preciso saber reconhecer o fracasso e fechá-lo.

3. Poderia dar mais detalhes da sua trajetória empreendedora?

 

Depois de fundar a Webmotors e vende-la para o Santander, em 2002, tive outras empresas como o site Minha Vida, que nasceu da ideia de levar ao mercado de saúde e bem-estar o mesmo conceito da Webmotors de abrangência, transparência e neutralidade de informações, e a Arkpad, empresa do segmento de arquitetura e decoração. Por fim, fundei a ZFlow, que está completando dois anos, mas, paralelamente, também participo do conselho de nove startups brasileiras como investidor e mentor.

4. Qual a principal característica que um empreendedor pode ter?

 

Além da resiliência, eu acho que energia é fundamental. É preciso ter muita paixão pelo negócio e sempre acreditar que ele dará certo. A paixão de mudar uma indústria, de criar algo novo e de participar de uma revolução são fatores muito importantes, pois é o que fará a diferença na hora que as dificuldades surgirem. Nos dias de hoje, é preciso ser praticamente um herói para empreender, então a energia e a capacidade de resistência são essenciais.

5. Quais as dicas que você dá para quem deseja iniciar um novo negócio?

 

Eu acho que a primeira questão é sobre a natureza. Nem todo mundo tem apetite e característica para empreender, então antes de tudo é preciso saber identificar isso. Além disso, vale a pena fazer um estágio em grandes companhias antes de iniciar um negócio próprio, pois o empreendedorismo é uma arte que vai melhorando com o tempo, a partir das nossas experiências. Não é à toa que a melhor idade para empreender é acima dos 50 anos.  Por fim, é preciso ter curiosidade, ler muito e ter afinidade com o segmento no qual você for apreender. Viver intensamente uma cadeia de negócios é o requisito para empreender com sucesso.

6. O que a apresentação na 7ª Conferência Campinas Startups buscou oferecer aos empreendedores?

 

Histórias de sucessos de outros empreendedores. É sempre interessante ouvir a jornada de cada um dos empreendedores que estão ali. A vida e a jornada do empreender é muito solitária, então conhecer pessoas que também passam por este processo é fundamental.

7. Você considera que Campinas é m bom lugar para os que desejam iniciar um novo negócio?

 

Sim, até pela qualidade do ensino aqui na cidade. Ter a oportunidade de buscar talentos num meio como o que temos na cidade cria um ecossistema super produtivo.

8. Na sua visão, o que a cidade oferece ou deveria oferecer como atrativo aos empreendedores?

Eu acho que Campinas já é uma referência. O fato de estar bem localizada, promovendo eventos deste porte, colocam a cidade como uma alternativa para quem quer ir além da capital (São Paulo). No entanto, considero que aumentar a divulgação desses ambientes de negócios é cada vez mais importante.

 

Entrevista e texto por:

Adriana Roma - Há Propósito Comunicação

RGE Campinas
Postado por: RGE Campinas
Publicado em: 18/12/2018

A Rede Global do Empreendedorismo acredita que o Brasil pode se transformar em uma referência mundial no tema de desenvolvimento do ecossistema empreendedor. Mas, apesar de ¾ da população afirmarem que prefeririam abrir seu próprio negócio, o empreendedorismo ainda é visto como coisa de super-herói no Brasil.

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